sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Final de Semana


Gente, eu não morri! Quem me segue no twitter sabe bem disso, pois é obrigado a ler as minhas atualizações chatas rs Só não ando com paciência para blog, sei lá... Não sinto vontade de só escrever e me angustia saber que não terei tempo para passar e comentar em todos os blogs que eu gosto. É um crença intermediária meio assim: "Se eu não comento no blog dos outros, então não sou digno que comentem no meu".


Mas, volta e meia, quando enfim acontece alguma coisa interessante na minha vida, eu me sinto motivado a postar. O que será, então, que aconteceu de tão especial? Reflitam, caros leitores... Zueira, não farei surpresa. A verdade é que, enfim, conheci o Senhor Sex and the City Tupiniquim. Peter é figurinha carimbada em nosso meio. Acredito que todo mundo já tenha passado para dar uma conferida em sua constante construção.

Na verdade, nos conhecemos há um certo tempo e quando completou-se exatos 06 meses nos encontramos pessoalmente. Não que esse tempo tenha sido algo planejado, aconteceu mesmo. Antes de contar do final de semana, tenho que contextualizar vocês.

*Mini flashback, por favor*

No dia 12 de março deste ano, Dr. Cohen estava sem o que fazer... Espera! Ainda não existia um Dr. Cohen. Existia apenas uma pessoa com milhões de idéias na cabeça que, motivado por sua amiga Robs, decidiu fazer um blog. Feita a primeira postagem, o recém-criado Dr. Cohen decidiu, então, comentar em um dos blogs que também lhe inspiraram: Sou Para-Raio de Doido. Foi lá que então Peter e eu nos conhecemos. Ele viu meu comentário, entrou no meu blog e eu, muito gentilmente, retribui sua visita. Simplesmente amei o blog dele! Adorei os textos, adorei as histórias. Confesso que em menos de uma semana li todo o blog e comecei a comentar em postagens de mais de um mês.

Enfim, Dr. Cohen estava feliz. Tinha encontrado blogs maravilhosos, gays com conteúdo e um espaço bastante acolhedor para idéias mais ou menos questionadoras. Comecei a me jogar, comecei a dar algumas indiretas, mas não poderia acontecer... Ele era comprometido. Namorava há meses e não seria eu o "outro" da história.

Ficamos amigos. Conversávamos sobre tudo... E brigávamos também! Era complicado, eu não queria me revelar. Expor a pessoa por de trás do personagem. Até hoje não sei como aconteceu. Foi natural e espontâneo. Do nada ele já sabia meu nome, a cidade onde eu morava e já organizava excurssões para cá com a Fofa.

Ele tinha meu MSN... Ele tinha meu Orkut... Ele tinha meu celular... Ele tinha meu telefone de casa e até o do serviço. Eu ligava para ele, eu queria escutar a voz dele, mas não podia! Ele era comprometido e eu não poderia criar qualquer tipo de expectativa.

Ele terminou... Ele me ligou... Fiquei sabendo na mesma noite...

Ele voltou na semana seguinte!

Achava que ele não sentia nada. Não sabia que era "interesse à primeira postagem", como ele diz. Ele viria para a minha cidade, não veio... Eu me estressei! Ele me ligou, longos minutos ao telefone, discutindo uma relação que nem existia. Brigamos! Nos falamos de novo no mesmo dia, na mesma hora basicamente... Quando já estava na cama, ainda nos falamos... Eu o desejava!

Foi a fase da amizade. Era ele falar, por exemplo, "tudo bem?", para eu responder: "tudo ótimo, AMIGO". Sou muito certinho, jamais faria nada. Se ele estava feliz, não seria eu a estragar. Teria que me contentar...

Eles terminam... De vez! Fico sabendo um tempo depois. Nos falamos por telefone. Trocávamos mensagens, eu sentia meu estômago revirar cada vez que o celular vibrava. Ele estava solteiro, mas deveria estar confuso. Não queria atrapalhar qualquer interesse dele em ter "um período de solteiro".

"Maomé nunca virá a montanha, né?". Eu mandei, eu escrevi, um simples torpedo, que desencadeou em uma ligação de mais de quatro horas. Eu sabia que era ele quem eu queria. Ele não era perfeito, ele era ele! Conversamos, ofereci minha casa para ele ficar. Ele queria tudo correto, não aceitou.

A gente conversa. Ele manda mensagens off de bom dia. Ele fala que está apaixonado, ele faz as duas postagens mais lindas que eu já vi. Ele fala de distância e saudade. Eu penso em formas de acabar com isso.

Ele vem. A gente se encontra e começa o NOSSO final de semana!

*Encerra-se o mini flashback, que de mini não teve nada*

Eu nunca tive problemas em escrever no blog. Não sou daqueles que ficam horas pensando em textos, eu simplesmente sento e escrevo. Mas confesso que hoje foi total exceção. É complicado quando você sabe que a outra pessoa lerá. Saber dosar as palavras, não parecer desesperado e também não omitir o que se sente.

Meu final de semana foi excelente. Ficamos certamente na pior pousada da minha cidade, mas eu sequer liguei para as paredes mofadas e para a mobília de mau gosto. Eu, enfim, estava com ele. Quando o vi de longe na rodoviária, quando eu parei o carro e demos o primeiro abraço, quando já na pousada demos o primeiro beijo após segundos de desconforto.

Como entreter alguém em uma cidade que não tem nada a oferecer? Ele falava de Terras Tupiniquins, agora conhece Terras que nem Freud Explica. E nem Freud explica mesmo. Não há opções, não podemos andar de mãos dadas e as pessoas são extremamente boazinhas. Não reparamos na vida alheia, queremos agradar aos vizinhos. Não somos uma cidade pequena, nada do interior, somos ultrapassados, presos no tempo. Tudo é perto e, ao mesmo tempo, tudo é longe.

Ele conhece a cidade de ponta-a-ponta em uma noite. Conhece shoppings pequenos (piada interna rs), fala que vai embora no sábado de 5 em 5 minutos (mais piada interna) e decide ficar até domingo. Ele conhece algumas amigas, elas o adoram. Conversamos, bebemos e vamos ao banheiro com freqüência (mais piadas internas). Ele enfim conhece os lugares citados nesta postagem.


"Não Pode!" marcam as minhas tentativas de entreter o pobre garoto. Conversamos mais, nos conhecemos melhor. Ele é ainda mais legal! Ele é fofo, ele manda mensagem mesmo estando comigo. Eu não entendo, ele desenha! A gente discute o que a gente vai por no blog. Tudo recebe a frase: "Isso vai ter que ir pro blog!".

Ele é bonzinho, ele é cordial... Ele revira os olhos só uma vez! Ele chama a atendente de "coração" rs Ele é um fofo e faz questão de me lembrar que eu disse que ele era fofo.

Ele fica sem paciência quando está com sono, mas ele vem me abraçar assim que eu deito. Ele me deseja boa noite e olha sério para mim. Ele certamente não lembra ou não percebeu que fez isso. Ele tem a cara mais fofa quando acorda.

A gente passeia. Ele encosta a mão dele na minha e pede desculpas, acho que umas 10x. Ele presta a maior atenção quando eu falo. Ele preenche as lacunas de silêncio. Ele me faz rir. Ele se irrita com o meu apego por celular!

Ele merece massagem, eu posso mostrar pra ele que até sei fazer massagem. Ele toma banho com o rôdo (piadas internas). Eu me encho de perfume, ele não sente cheiro de nada! Ele tira fotos da gente e fuma mais uma vez. Ele que jogar mais uma vez meu celular pela janela também...

A gente se despede. Ele tem que ir embora. A gente se beija e eu lhe desejo uma boa viagem...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Psicologia das Expressões


Dr. Cohen odeia correntes! Se você um dia pensou em enviar algum tipo de mensagem em massa para ele, fique feliz de não tê-lo feito. Caso você tenha enviado alguma corrente (e está, nesse exato momento, pensando: "putz, agora fudeu!"), procure ele imediatamente e peça o desbloqueio de seu contato. Há também a possibilidade de você ter sido sumariamente deletado, e nada poderá ser feito quanto a isso. Mentira, gente!

Até que de vez em quando chega alguma coisa interessante no meu e-mail. Hoje chegaram dois bem curiosos: Chuva de Meteóros Perseídeas e Lista de Expressões Gays e seus Significados. Obviamente, vou falar do último tema, porque ninguém se interessa por fenômenos astronômicos.

Tá, já que toquei no assunto não custa tentar explicar esse primeiro tema: ontem, quem ocasionalmente perdesse seu tempo olhando para o céu em direção ao norte, poderia ver fragmentos do cometa Swift-Tutlle, ocasionados pelo encontro da Terra com a Constelação de Perseus. Agora onde fica e para que serve essa constelação eu já não sei. O que eu sei é que esse assunto rendeu capa para o Google, motivou algum desocupado a me mandar um e-mail com explicações detalhadas do fenômeno e, pior, me fez questionar se Perseu era, de fato, aquele herói grego sortudo que ganhou uma pá de presentinhos divinos, matou a medusa e fez a linha Édipo, tentando inovar e matando o próprio avô. Bom, pelo menos esse não casou com a mãe. Até a Andrômeda deve ser uma melhor opção... E olha que ela veio da Etiópia!

Enfim, de astronomia para mitologia. Isso porque eu ia falar de alguma futilidade... Meu Deus, como eu enrolo e como eu mudo de assunto do nada. Aliás, eu já contei para vocês que... Mentira!

Vamos falar de expressões usadas por gays e seus reais significados. Foram listadas, por algum autor desconhecido (me desculpem, portanto, pela ausência de créditos), 10 expressões que são comumente utilizadas e acabam tendo seu significado às vezes disfarçado, codificado e por que não dissimulado. Se você está pensando em se envolver com algum gay, preste atenção nas dicas abaixo:


1. "Certo": Esta é a palavra que os gays usam para encerrar uma discussão quando eles estão certos e você precisa se calar.

2. "5 minutos": Se ele está se arrumando significa meia hora. "5 minutos" só são cinco minutos se esse for o prazo que ele te deu para você fazer algo divertido antes de ajudar nas tarefas domésticas.

3. "Nada": Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está acontecendo e que você deve ficar atento. Discussões que começam em "Nada" normalmente terminam em "Certo".

4. "Você que sabe": É um desafio, não uma permissão. Ele está te desafiando, e nessa hora você tem que saber o que ele quer... e não diga que também não sabe!

5. Suspiro ALTO: Não é realmente uma palavra, é uma declaração não-verbal que freqüentemente confunde os héteros. Um suspiro alto significa que o gay pensa que você é um idiota e que ele está imaginando porque ele está perdendo tempo parado ali discutindo com você sobre "Nada".

6. "Tudo bem": Uma das mais perigosas expressões ditas por um gay. "Tudo bem" significa que ele quer pensar muito bem antes de decidir como e quando você vai pagar por sua mancada.

7. "Obrigado!": Se um gay está agradecendo, não questione, nem desmaie. Apenas diga "por nada". A menos que ele diga "MUITO obrigado" (isso é PURO SARCASMO e ele não está agradecendo por coisa nenhuma), nesse caso, NÃO diga "por nada". Isso apenas provocará o "Esquece", que nos leva ao próximo tópico).

8. "Esquece": É a maneira gay de dizer "FODA-SE!!!". Essa expressão usualmente precede os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.

9. "Deixa pra lá, EU resolvo": Outra expressão perigosa, ocorre quando um gay diz várias vezes para seu namorado fazer algo, mas agora está fazendo ele mesmo. Isso resultará no cônjuge perguntando "o que aconteceu?". Para a resposta do gay, consulte o item 3.

10. "Precisamos conversar!": Fodeu!!!, você está a 30 segundos de levar um pé na bunda. Ou pior, de descobrir que seu parceiro tem alguma doença venérea que só agora ele sentiu a necessidade de compartilhar.


Será que é errado já ter utilizado TODAS essas expressões? Reflitam...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Long-Term Relationship


Eu acredito já ter deixado suficientemente claro meu interesse in meeting my "Prince Charming" and living happily ever after. Bom, pelo menos isso esteve de alguma forma implícito nesta e nesta postagens.

Que eu gosto de filmes também não é nenhuma novidade. Quem acompanha o blog sabe que eu amo assistir filmes: seja no cinema, seja em casa, seja em dvd, seja no pc, enfim... Filmes no geral me encantam! Despretensiosamente baixei um filme, cujo nome ilustra agora o título desta postagem.

Really Wanted!Long-Term Relationship é um filme americano de 2006, dirigido por Rob Williams e interpretado por Matthew Montgomery e Windham Beacham. É, eu também não conhecia nenhum deles! Aliás, nem os achei tão bons atores assim. Aliás, quase parei de ver o filme no começo, pela péssima atuação do Matthew Montgomery e pela qualidade não muito boa de imagem e som. Sem contar a legenda que está péssima (Módulo Avançado de Inglês do CNA mandou um abraço!). Nossa, que bela maneira de fazer a propaganda de um filme, hein? rs Ainda bem que não virei publicitário e nem RP de nenhuma produção rs O que eu quero dizer é que essas características não diminuem a qualidade do filme. E daí que os atores nem são tão autênticos? Aliás, os outros problemas são de caráter exclusivamente "técnico". Aposto que a versão para alugar tem uma qualidade de imagem e som muito melhor e foi devidamente traduzida (bom, pelo menos há a opção de suprimir a legenda caso ela esteja assim tão assustadora).

O que eu quero dizer [2] (e eu acabo de perceber meu novo vício de linguagem ¬¬) é que a essência do filme é interessante e o texto acaba abordando algumas coisas bem legais para serem discutidas aqui no blog. Antes de mais nada, vou passar o link para vocês terem a possibilidade de baixar esse filme. Afinal, eu que sou exigente com imagem e som. Juro que o filme nem está tão ruim assim e certamente já me deparei com legendas piores. Quem quiser, clica aqui e faz o download. Todos os créditos para o Universo da Fênix: Filmes e Séries GLS, que tem me proporcionado minutos (e às vezes horas) agradáveis antes de dormir.

Já baixei, sem exageros, uns 20 filmes e prometo assistir todos! Assim que tiver minha TOP 5 LIST publico os links aqui no blog. Ainda não assisti muitos. Confesso que não era muito fã de filmes com temática gay, peguei esse gosto com o RP, meu eterno primo do interior, que me indicou uns 2 ou 3 excelentes filmes. Enfim, acho que este é o típico filme que só te faz sentido no final. Para mim, pelo menos, me fez refletir sobre bastante coisa. Ele se utiliza de alguns clichês e isso nunca é uma qualidade para mim, mas acho que acabou fazendo sentido na trama.

Acho que até mesmo quem busca um relacionamento estável e duradouro não parou para pensar no que isso de fato significa. E eu me incluo nessa categoria. Eu sempre penso nas vantagens de se ter um namorado, noivo ou afim e acabo esqueçendo das desvantagens de que isso implica. Jamais gostaria de ter alguém pegando no meu pé e não abro mão de sair com os meus amigos desacompanhado.

E comprovando a minha chatice, narrada na entrevista dada para o meu querido Gato de Cheshire, quando eu me imagino com alguém, eu logo penso nas coisas que muita gente consideraria extremamente entediante: domingos no sofá vendo Faustão, comida feita em casa e discussões de relacionamento (porque eu acho que elas são vitalmente necessárias, beijos não me odeiem!).

Tá, eu posso não ter escolhido as melhores imagens mentais. Mas o que eu quero dizer [3] (e eu preciso parar de querer e de fato dizer, fica uma auto-dica!) é que eu sou old-fashioned, brega e gosto de ser mimado. E vocês não têm noção de como isso é difícil atualmente. Não no sentido carente de "me amem, porque eu estou depressivo", mas no sentido de "não queiram apenas as saliências de Dr. Cohen". Dizer que o povo só quer sexo é total clichê, mas é a mais pura verdade.

O filme mostra justamente isto: a hipervalorização contemporânea pelo sexo (e com essas novas regras gramaticais, que já nem são assim tão novas, eu nunca sei onde pôr o hífen [ui!]). Mas é uma hipervalorização bem demonstrada, contextualizada, não é aquela coisa clichê de mostrar adolescentes superficiais transando. É uma coisa mais sútil de colocar sexo como um aspecto indissociável de uma relação saudável. E óbvio que sexo faz parte, mas será que é assim tão importante?

No filme, e eu juro que não vou contar muito para vocês poderem assistir sem minhas interpretações, o personagem principal pensa em sair de uma relação que está preenchendo (quase) todas suas necessidades, (apenas) porque o sexo não é bom. The famous "mediocre sex". Todos os amigos dele ficam espantado de ele ainda alimentar um relacionamento que não satisfaz ele na cama. Acho que eu não seria suficientemente altruísta (por falta de uma definição melhor) para manter um relacionamento quieto se isso acontecesse, mas é aí que entram as temidas DRs. Quem sabe isso não seja reflexo de algum aspecto da relação? Aliás, sempre é!

Enfim, relacionamentos sérios são para pessoas sérias. E eu certamente não sou sério: não no sentido "huummm, naughty dr. cohen, sex lips mode on", mas no sentido de lidar com as coisas e com os outros. Eu raramente falo sério! Eu vivo tanto no ironic mode que eu acho que já virou uma espécie de filosofia de vida, my personal, normal and standard way of living. Se ter um relacionamento sério implica em ser chato sério, então eu prefiro continuar solteiro. Bom, a solução seria um relacionamento sério irônico, mas eu acho que ainda não o inventaram.

Bom, talvez ele surja logo... Talvez ele demore mais alguns anos... Ou quem sabe ele demonstre ser apenas uma idealização que precisa ser lapidada. Não sei, a gente espera, a gente aguarda. Quem sabe não saia logo uma atualização? Com essa febre de twitter, e quem quiser me seguir é só clicar aqui (eu agradeço, beijos!), quem sabe seguindo o profile certo, eu não receba a ansiada tweet?!

Beijos de Expectativa!